"A Kabbalah (cabala) nos ensina que existem quatro níveis de compreensão e que para constituir um ser humano integral, devemos ter quatro níveis, ou quatro elementos da natureza: O elemento material (terra), a natureza emocional (água), a habilidade intelectual (ar) e a dimensão espiritual (fogo). As vinte e duas letras sagradas são forças espirituais, profundas e primitivas que transformam pensamentos em realidade." Makif Harim Ben David
sábado, 19 de junho de 2010
Conceitos e valores do Numero 7
No alfabeto Hebraico, o sete corresponde à letra "zain" = Imaculado
No Mundo Angélico, 7 é Eloim = enviado de Deus.
No Mundo Astrológico, 7 é Mikhael, a inteligência soberana do 9º céu, que é a Lua.
No Mundo Elemental, o 7 é o Reino mineral.
Os nomes divinos:
O 7º nome divino é IEVE TSEVAOTH, que significa "O DEUS DOS EXÉRCITOS" ou, antes, Deus das Ordens Cósmicas; a Lei Divina que rege os mundos.
Na Cabalah, a 7ª sephirah é NETSACH = Vitória sobre a Morte. O 7º caminho é a Inteligência oculta; ela envolve, com esplendor, todas as virtudes intelectuais.
Última curiosidade sobre o número 7:
Muitos séculos depois da morte de Pitágoras, em escavações procedidas no antigo local de sua Academia, foi encontrada uma placa de ouro, com um número gravado. Esse número, que ficou conhecido como o "Número Áureo de Pitágoras" era 1 4 2 8 5 7
Não se sabia o que significava, mas descobriram-se várias coisas interessantes a respeito desse número:
- multiplicado por 2, é como se se pegassem os dois primeiros algarismos e passassem para o fim: 2 8 5 7 1 4
- multiplicado por 3, é como se se pegasse o primeiro algarismo e passassem para o fim:
4 2 8 5 7 1
- multiplicado por 4, é como se de pegassem os dois últimos algarismos e passassem para a frente: 5 7 1 4 2 8
- multiplicado por 5, é como se se pegasse o último algarismo e passassem para a frente:
7 1 4 2 8 5
- multiplicado por 6, é como se se mudass o equilíbrio: trocasse os três primeiros algarismos pelos três últimos: 8 5 7 1 4 2
- multiplicado por 7, é como se tivesse havido um desarranjo na máquina: 9 9 9 9 9 9
Com este último resultado, tiveram uma idéia: como 999999 arredondado é 1, dividiram 1 por 7. O resultado foi:
0,142857142857142857..... ou seja: uma dízima periódica, cujo período é 1 4 2 8 5 7
Concluíram os místicos: o Número Áureo representa as Energias Divinas (1) distribuídas (divididas) pelos seus sete Regentes planetários
Outra explicação:
Em escavações mais recentes, no local onde situava-se o Templo de Salomão, foi encontrado um medalhão de ouro com a figura a conhecida por "Estrela de Davi" e que é considerada o símbolo do Judaísmo e do Estado de Israel. Em cada vértice dessa estrela de seis pontas, havia uma letra do alfabeto hebraico: eram as letras ALEF, BET, DALET, HÉ, ZAIN e HET. Os pesquisadores procuraram ler o que seria uma palavra :ou um grupo de palavras; tentaram ler em todos os sentidos e não conseguiram nada. De repente, um dos pesquisadores lembrou que as letras hebraicas são, também, números: os números 1, 2, 4, 5, 7 e 8. E estavam arrumados, na figura, da seguinte maneira: o algarismo 1, no vértice superior ; o 8, no vértice inferior; nos vértices da esquerda, os algarismos 4 e 2; nos vértices da direita, os algarismos 7 e 5.
Como a escrita hebraica é lida da direita para a esquerda e, no caso da figura, no sentido anti-horário, os algarismos formavam o número 1 4 2 8 5 7
Verificaram, então, que os múltiplos surgiam da seguinte maneira interessante:
- Qual o segundo número, em ordem crescente? - o 2.
Lendo, a partir do 2, sempre no sentido anti-horário, o resultado é o da multiplicação por 2:
2 8 5 7 1 4.
- Qual o terceiro número, em ordem crescente? - o 4.
Lendo, a partir do 4, no sentido anti-horário, tem-se o resultado da multiplicação por 3: 4 2 8 5 7 1.
E, assim, sucessivamente: quarto número: 5.
1 4 2 8 5 7 X 4 = 5 7 1 4 2 8
Quinto número: 7.
1 4 2 8 5 7 X 5 = 7 1 4 2 8 5
Sexto número: 8.
1 4 2 8 5 7 X 6 = 8 5 7 1 4 2
Julio Sayão
Publicado no Recanto das Letras em 30/01/2006
Código do texto: T105895
No Mundo Angélico, 7 é Eloim = enviado de Deus.
No Mundo Astrológico, 7 é Mikhael, a inteligência soberana do 9º céu, que é a Lua.
No Mundo Elemental, o 7 é o Reino mineral.
Os nomes divinos:
O 7º nome divino é IEVE TSEVAOTH, que significa "O DEUS DOS EXÉRCITOS" ou, antes, Deus das Ordens Cósmicas; a Lei Divina que rege os mundos.
Na Cabalah, a 7ª sephirah é NETSACH = Vitória sobre a Morte. O 7º caminho é a Inteligência oculta; ela envolve, com esplendor, todas as virtudes intelectuais.
Última curiosidade sobre o número 7:
Muitos séculos depois da morte de Pitágoras, em escavações procedidas no antigo local de sua Academia, foi encontrada uma placa de ouro, com um número gravado. Esse número, que ficou conhecido como o "Número Áureo de Pitágoras" era 1 4 2 8 5 7
Não se sabia o que significava, mas descobriram-se várias coisas interessantes a respeito desse número:
- multiplicado por 2, é como se se pegassem os dois primeiros algarismos e passassem para o fim: 2 8 5 7 1 4
- multiplicado por 3, é como se se pegasse o primeiro algarismo e passassem para o fim:
4 2 8 5 7 1
- multiplicado por 4, é como se de pegassem os dois últimos algarismos e passassem para a frente: 5 7 1 4 2 8
- multiplicado por 5, é como se se pegasse o último algarismo e passassem para a frente:
7 1 4 2 8 5
- multiplicado por 6, é como se se mudass o equilíbrio: trocasse os três primeiros algarismos pelos três últimos: 8 5 7 1 4 2
- multiplicado por 7, é como se tivesse havido um desarranjo na máquina: 9 9 9 9 9 9
Com este último resultado, tiveram uma idéia: como 999999 arredondado é 1, dividiram 1 por 7. O resultado foi:
0,142857142857142857..... ou seja: uma dízima periódica, cujo período é 1 4 2 8 5 7
Concluíram os místicos: o Número Áureo representa as Energias Divinas (1) distribuídas (divididas) pelos seus sete Regentes planetários
Outra explicação:
Em escavações mais recentes, no local onde situava-se o Templo de Salomão, foi encontrado um medalhão de ouro com a figura a conhecida por "Estrela de Davi" e que é considerada o símbolo do Judaísmo e do Estado de Israel. Em cada vértice dessa estrela de seis pontas, havia uma letra do alfabeto hebraico: eram as letras ALEF, BET, DALET, HÉ, ZAIN e HET. Os pesquisadores procuraram ler o que seria uma palavra :ou um grupo de palavras; tentaram ler em todos os sentidos e não conseguiram nada. De repente, um dos pesquisadores lembrou que as letras hebraicas são, também, números: os números 1, 2, 4, 5, 7 e 8. E estavam arrumados, na figura, da seguinte maneira: o algarismo 1, no vértice superior ; o 8, no vértice inferior; nos vértices da esquerda, os algarismos 4 e 2; nos vértices da direita, os algarismos 7 e 5.
Como a escrita hebraica é lida da direita para a esquerda e, no caso da figura, no sentido anti-horário, os algarismos formavam o número 1 4 2 8 5 7
Verificaram, então, que os múltiplos surgiam da seguinte maneira interessante:
- Qual o segundo número, em ordem crescente? - o 2.
Lendo, a partir do 2, sempre no sentido anti-horário, o resultado é o da multiplicação por 2:
2 8 5 7 1 4.
- Qual o terceiro número, em ordem crescente? - o 4.
Lendo, a partir do 4, no sentido anti-horário, tem-se o resultado da multiplicação por 3: 4 2 8 5 7 1.
E, assim, sucessivamente: quarto número: 5.
1 4 2 8 5 7 X 4 = 5 7 1 4 2 8
Quinto número: 7.
1 4 2 8 5 7 X 5 = 7 1 4 2 8 5
Sexto número: 8.
1 4 2 8 5 7 X 6 = 8 5 7 1 4 2
Julio Sayão
Publicado no Recanto das Letras em 30/01/2006
Código do texto: T105895
Segredo e Misterios do Numero Sete
Quem vê o título deste ensaio, "Segredos e mistérios do número 7", deve pensar que este título é, apenas um "chamariz", para despertar a atenção e a curiosidade dos que nos brindam com a sua leitura., Em parte, é verdade.
Muitos pensarão que se trata de um ensaio sobre Numerologia. Mas não é. Claro que onde há número, a Numerologia está presente.
Na verdade, trata-se de um estudo sobre o "mundo" onde vivemos, que poderia ter um título como "Mundo subjetivo e Mundo objetivo: constituição setenária do Mundo". É o de que nós vamos tratar, falando sobre o sete dessa constituição setenária.
A Numerologia foi trazida, do Egito, para o Ocidente, pelo sábio grego Pitágoras. Ele não divulgou essa complexa ciência; apenas ensinou-a a seus discípulos, que prestavam um juramento de guardar absoluto segredo. Com o passar dos anos e dos séculos, muitos desses ensinamentos foram "vazando" e surgiram várias versões e interpretações, hoje correntes, sobre a Numerologia. Também a Aritmética e outros ramos da Matemática surgiram desses ensinamentos.
Para estudar-se o 7, seria preciso estudarmos todos os números chamados "dígitos".
Mas como este não é um ensaio sobre Numerologia, vamos, apenas, apresentar o que mais nos interessa: o 7 é uma combinação do 3 com o 4; o 3, representado por um triângulo, é o Espírito; o 4, representado por um quadrado, é a Matéria. O 7, podemos dizer que é Espírito, na Terra, apoiado nos quatro Elementos, ou a Matéria "iluminada pelo Espírito". É a Alma servida pela Natureza.
O 7, também chamado o "setenário", é o número sagrado em todas as teogonias, em todas as filosofias , em todas as religiões, desde a mais remota antigüidade.
Assim é que aparece, em todos os setores da atividade humana, o número 7. Citemos alguns: os 7 dias da semana, as 7 cores do espectro solar (Arco-íris), as 7 notas musicais, as 7 maravilhas do mundo antigo, os 7 planetas da Astrologia exotérica, os chamados 7 pecados capitais, os 7 dias da Criação etc.
A Bíblia cita o 7 em muitos dos seus versículos: "Os sete Espíritos aos pés do Senhor", os 7 anos que Jacó teve que servir a Labão quando pediu Raquel em casamento etc.
Um físico, matemático e astrônomo alemão, chamado Gauss, descobriu que todos os fenômenos, sejam físicos ou psicológicos, acontecem, estatisticamente, conforme uma curva, que ficou conhecida como "a curva de Gauss" ou a "curva do sino" ou a "curva normal". Pois a "curva de Gauss" é a "cara" do número 7. Imaginem uma subida de três degraus, a chegada a um patamar e uma descida de três degraus; os três degraus da subida são o 1, o 2 e o 3; o patamar é o 4; os três degraus de descida são o 5, o 6 e o 7. A Evolução também segue este esquema, em sentido contrário: a Vida ou Espírito desce três degraus até chegar à Matéria mais densa e sobe, depois, três degraus, para voltar à sua origem.
Voltaremos a falar no 7, principalmente para separar o que, verdadeiramente, é místico e até "sagrado", daquilo que não passa de superstições sem fundamento.
Vamos falar, agora, no tema principal deste ensaio:
O mundo em que vivemos, nós e os demais seres e coisas que, conosco, existem em nosso planeta, tem sido estudado desde que surgiu a mente no ser humano.
Em todas as épocas, homens sábios desenvolveram as ciências para medir, contar, pesar, analisar efeitos e estabelecer causas, examinando seres e coisas. Assim, através das idades, o conhecimento do Homem, em relação ao mundo físico objetivo, o mundo onde existem os seres e as coisas, o mundo onde se verificam as mudanças de estado das coisas e dos seres, o mundo fenomênico, enfim, tem aumentado e continua crescendo, à medida em que as ciências descobrem novos instrumentos para observar, criam novas teorias para explicar, desenvolvem novos métodos e processos para investigar.
E o Homem tem verificado que, quanto mais aumentam seus conhecimentos sobre o mundo objetivo, maior se torna o seu desconhecimento sobre aquela parte dos seres e das coisas que não é mensurável; que existe, por que produz efeitos; mas que foge às leis estabelecidas.
Assim, há um mundo subjetivo, um lado oculto do mundo objetivo, que, sabidamente, coexiste com este. E é sobre esse mundo além do físico, que a ciência investiga com novos métodos e, assim, surgem novas ciências, como a metafísica, a parapsicologia, a metapsíquica etc.
Nós nos relacionamos com o mundo objetivo através dos nossos sentidos; eles são como cinco janelas, cinco vias de acesso para a nossa consciência. Nós sabemos que os nossos instrumentos de percepção não são perfeitos e que muito do que acontece, fenomenicamente, com as coisas e os seres, não são captadas pelos nossos sentidos e, por isso, não são conscientizados. Mas sabemos do mundo subjetivo, por experiência própria; podemos não conhecer a sua extensão, podemos nem imaginar que existam leis para esse mundo subjetivo, mas participamos desse mundo subjetivo com um equipamento apropriado, do mesmo modo que o nosso equipamento físico é apropriado para a nossa participação no mundo objetivo.
O homem comum sabe usar o seu corpo físico para agir e atuar no mundo físico objetivo; sabe, também, como deve usar seus instrumentos de percepção para captar os fenômenos deste mundo: se conserva os olhos fechados, não vê; se usa luvas, seu tato quase desaparece; se entope os ouvidos, quase não ouve; e assim por diante.
Entretanto o homem comum não sabe usar o equipamento de que dispõe para agir e atuar, conscientemente no mundo subjetivo; apenas começa a vislumbrar a possibilidade de captar, fenomenicamente, o mundo subjetivo, sensibilizando-se diferentemente na imediata proximidade de diferentes pessoas ou de diferentes ambientes.
Também, buscando conscientemente o agradável, o desejável e a emoção que enleva, o pensamento que deleita, o homem comum revela, ainda que nem se dê conta disso, que está usando os seus "sentidos" subjetivos.
Já o homem incomum obtém, pelo adestramento e pelo conhecimento, vários níveis de comandamento e controle sobre o seu equipamento subjetivo. O conhecimento e o adestramento conseqüente, têm permitido, ao homem comum, tornar-se incomum, por que o capacita, diferentemente de outros homens, a uma captação conscientemente dirigida para o mundo fenomênico subjetivo e, também, para ser conscientemente ativo nesse mundo.
Todos os sistemas religiosos, sem exceção, desde o mais perfeitamente elaborado, como o Budismo, o xristianismo, o Judaísmo, até as religiões denominadas primitivas pelo conhecimento moderno, invariavelmente têm dividido o mundo em duas áreas: uma objetiva e perceptível pelos sentidos físicos, outra subjetiva, invisível.
Deus, a Hierarquia dos Anjos, as Almas dos Homens Santos, as Almas dos homens encarnados, vários planos ou diferentes níveis de existência superior espiritual, evoluções em curso de seres desprovidos de corpos físicos, espíritos que personificam forças da Natureza, tudo isso tem uma existência proclamada, há milênios, pelas escrituras religiosas.
O Homem nunca pôde aceitar a idéia da morte como aniquilamento total. Muitas coisas se opunham, no íntimo do ser humano, à aceitação de que a cessação da vida representava o fim de tudo. Sempre persistia, no homem vivo, muitos vestígios dos mortos: suas imagens perduravam, suas idéias e seus pensamentos não desapareciam e os sentimentos que provocaram permaneciam longo tempo ainda atuantes.
É impossível determinar as origens dos ensinamentos esotéricos sobre a vida e a morte; mas os ecos dessas instruções chegam de muitas partes e o homem pode ouvir que a vida visível, terrestre, a vida observável é, somente uma fração de uma existência maior que lhe cabe viver.
O nosso mundo físico é, apenas uma pequena parte de um todo absolutamente real, por que também é constituído de matéria, ainda que essa matéria seja diferente daquela que conhecemos no mundo físico, nos estados sólido, líquido e gasoso. A diferença é que é muito menos densa, variando sua leveza em graus crescentes, à medida em que se afasta do mundo físico; também é diferente em qualidades próprias.
Assim é que a matéria que nos envolve é dividida em sete níveis de densidade denominados, modernamente:
1º - Plano Divino, o mais sutil de todos, dividido, por sua vez, em sete sub-planos de densidades decrescentes.
2º - Plano Monádico, de densidade maior que o primeiro, e também dividido em sete sub-planos.
3º - Plano Espiritual, cuja densidade é maior que a do segundo, sendo ,também dividido em sete sub-planos.
4º - Plano Intuicional, com densidade maior que a do terceiro, também dividido em sete sub-planos.
5º - Plano Mental, dividido em duas áreas com propriedades distintas: uma, com três sub-planos, chamada mental abstrato ou superior e outra, com quatro sub-planos, chamada mental concreto ou inferior.
6º - Plano Emocional ou Astral, também dividido em sete sub-planos.
7º - Plano Físico, também dividido em duas áreas distintas: uma, com quatro sub-planos de matéria sutil, chamada físico etérico; outra, com três sub-planos, chamada físico denso, que são os estados gasoso, líquido e sólido.
Disso tudo, tiramos a seguinte conclusão: dos 49 sub-planos ou 49 estados de matéria, só podemos captar 3, com nossos sentidos físicos. Os outros fazem parte do mundo subjetivo.
Julio Sayão
Publicado no Recanto das Letras em 30/01/2006
Código do texto: T105895
Muitos pensarão que se trata de um ensaio sobre Numerologia. Mas não é. Claro que onde há número, a Numerologia está presente.
Na verdade, trata-se de um estudo sobre o "mundo" onde vivemos, que poderia ter um título como "Mundo subjetivo e Mundo objetivo: constituição setenária do Mundo". É o de que nós vamos tratar, falando sobre o sete dessa constituição setenária.
A Numerologia foi trazida, do Egito, para o Ocidente, pelo sábio grego Pitágoras. Ele não divulgou essa complexa ciência; apenas ensinou-a a seus discípulos, que prestavam um juramento de guardar absoluto segredo. Com o passar dos anos e dos séculos, muitos desses ensinamentos foram "vazando" e surgiram várias versões e interpretações, hoje correntes, sobre a Numerologia. Também a Aritmética e outros ramos da Matemática surgiram desses ensinamentos.
Para estudar-se o 7, seria preciso estudarmos todos os números chamados "dígitos".
Mas como este não é um ensaio sobre Numerologia, vamos, apenas, apresentar o que mais nos interessa: o 7 é uma combinação do 3 com o 4; o 3, representado por um triângulo, é o Espírito; o 4, representado por um quadrado, é a Matéria. O 7, podemos dizer que é Espírito, na Terra, apoiado nos quatro Elementos, ou a Matéria "iluminada pelo Espírito". É a Alma servida pela Natureza.
O 7, também chamado o "setenário", é o número sagrado em todas as teogonias, em todas as filosofias , em todas as religiões, desde a mais remota antigüidade.
Assim é que aparece, em todos os setores da atividade humana, o número 7. Citemos alguns: os 7 dias da semana, as 7 cores do espectro solar (Arco-íris), as 7 notas musicais, as 7 maravilhas do mundo antigo, os 7 planetas da Astrologia exotérica, os chamados 7 pecados capitais, os 7 dias da Criação etc.
A Bíblia cita o 7 em muitos dos seus versículos: "Os sete Espíritos aos pés do Senhor", os 7 anos que Jacó teve que servir a Labão quando pediu Raquel em casamento etc.
Um físico, matemático e astrônomo alemão, chamado Gauss, descobriu que todos os fenômenos, sejam físicos ou psicológicos, acontecem, estatisticamente, conforme uma curva, que ficou conhecida como "a curva de Gauss" ou a "curva do sino" ou a "curva normal". Pois a "curva de Gauss" é a "cara" do número 7. Imaginem uma subida de três degraus, a chegada a um patamar e uma descida de três degraus; os três degraus da subida são o 1, o 2 e o 3; o patamar é o 4; os três degraus de descida são o 5, o 6 e o 7. A Evolução também segue este esquema, em sentido contrário: a Vida ou Espírito desce três degraus até chegar à Matéria mais densa e sobe, depois, três degraus, para voltar à sua origem.
Voltaremos a falar no 7, principalmente para separar o que, verdadeiramente, é místico e até "sagrado", daquilo que não passa de superstições sem fundamento.
Vamos falar, agora, no tema principal deste ensaio:
O mundo em que vivemos, nós e os demais seres e coisas que, conosco, existem em nosso planeta, tem sido estudado desde que surgiu a mente no ser humano.
Em todas as épocas, homens sábios desenvolveram as ciências para medir, contar, pesar, analisar efeitos e estabelecer causas, examinando seres e coisas. Assim, através das idades, o conhecimento do Homem, em relação ao mundo físico objetivo, o mundo onde existem os seres e as coisas, o mundo onde se verificam as mudanças de estado das coisas e dos seres, o mundo fenomênico, enfim, tem aumentado e continua crescendo, à medida em que as ciências descobrem novos instrumentos para observar, criam novas teorias para explicar, desenvolvem novos métodos e processos para investigar.
E o Homem tem verificado que, quanto mais aumentam seus conhecimentos sobre o mundo objetivo, maior se torna o seu desconhecimento sobre aquela parte dos seres e das coisas que não é mensurável; que existe, por que produz efeitos; mas que foge às leis estabelecidas.
Assim, há um mundo subjetivo, um lado oculto do mundo objetivo, que, sabidamente, coexiste com este. E é sobre esse mundo além do físico, que a ciência investiga com novos métodos e, assim, surgem novas ciências, como a metafísica, a parapsicologia, a metapsíquica etc.
Nós nos relacionamos com o mundo objetivo através dos nossos sentidos; eles são como cinco janelas, cinco vias de acesso para a nossa consciência. Nós sabemos que os nossos instrumentos de percepção não são perfeitos e que muito do que acontece, fenomenicamente, com as coisas e os seres, não são captadas pelos nossos sentidos e, por isso, não são conscientizados. Mas sabemos do mundo subjetivo, por experiência própria; podemos não conhecer a sua extensão, podemos nem imaginar que existam leis para esse mundo subjetivo, mas participamos desse mundo subjetivo com um equipamento apropriado, do mesmo modo que o nosso equipamento físico é apropriado para a nossa participação no mundo objetivo.
O homem comum sabe usar o seu corpo físico para agir e atuar no mundo físico objetivo; sabe, também, como deve usar seus instrumentos de percepção para captar os fenômenos deste mundo: se conserva os olhos fechados, não vê; se usa luvas, seu tato quase desaparece; se entope os ouvidos, quase não ouve; e assim por diante.
Entretanto o homem comum não sabe usar o equipamento de que dispõe para agir e atuar, conscientemente no mundo subjetivo; apenas começa a vislumbrar a possibilidade de captar, fenomenicamente, o mundo subjetivo, sensibilizando-se diferentemente na imediata proximidade de diferentes pessoas ou de diferentes ambientes.
Também, buscando conscientemente o agradável, o desejável e a emoção que enleva, o pensamento que deleita, o homem comum revela, ainda que nem se dê conta disso, que está usando os seus "sentidos" subjetivos.
Já o homem incomum obtém, pelo adestramento e pelo conhecimento, vários níveis de comandamento e controle sobre o seu equipamento subjetivo. O conhecimento e o adestramento conseqüente, têm permitido, ao homem comum, tornar-se incomum, por que o capacita, diferentemente de outros homens, a uma captação conscientemente dirigida para o mundo fenomênico subjetivo e, também, para ser conscientemente ativo nesse mundo.
Todos os sistemas religiosos, sem exceção, desde o mais perfeitamente elaborado, como o Budismo, o xristianismo, o Judaísmo, até as religiões denominadas primitivas pelo conhecimento moderno, invariavelmente têm dividido o mundo em duas áreas: uma objetiva e perceptível pelos sentidos físicos, outra subjetiva, invisível.
Deus, a Hierarquia dos Anjos, as Almas dos Homens Santos, as Almas dos homens encarnados, vários planos ou diferentes níveis de existência superior espiritual, evoluções em curso de seres desprovidos de corpos físicos, espíritos que personificam forças da Natureza, tudo isso tem uma existência proclamada, há milênios, pelas escrituras religiosas.
O Homem nunca pôde aceitar a idéia da morte como aniquilamento total. Muitas coisas se opunham, no íntimo do ser humano, à aceitação de que a cessação da vida representava o fim de tudo. Sempre persistia, no homem vivo, muitos vestígios dos mortos: suas imagens perduravam, suas idéias e seus pensamentos não desapareciam e os sentimentos que provocaram permaneciam longo tempo ainda atuantes.
É impossível determinar as origens dos ensinamentos esotéricos sobre a vida e a morte; mas os ecos dessas instruções chegam de muitas partes e o homem pode ouvir que a vida visível, terrestre, a vida observável é, somente uma fração de uma existência maior que lhe cabe viver.
O nosso mundo físico é, apenas uma pequena parte de um todo absolutamente real, por que também é constituído de matéria, ainda que essa matéria seja diferente daquela que conhecemos no mundo físico, nos estados sólido, líquido e gasoso. A diferença é que é muito menos densa, variando sua leveza em graus crescentes, à medida em que se afasta do mundo físico; também é diferente em qualidades próprias.
Assim é que a matéria que nos envolve é dividida em sete níveis de densidade denominados, modernamente:
1º - Plano Divino, o mais sutil de todos, dividido, por sua vez, em sete sub-planos de densidades decrescentes.
2º - Plano Monádico, de densidade maior que o primeiro, e também dividido em sete sub-planos.
3º - Plano Espiritual, cuja densidade é maior que a do segundo, sendo ,também dividido em sete sub-planos.
4º - Plano Intuicional, com densidade maior que a do terceiro, também dividido em sete sub-planos.
5º - Plano Mental, dividido em duas áreas com propriedades distintas: uma, com três sub-planos, chamada mental abstrato ou superior e outra, com quatro sub-planos, chamada mental concreto ou inferior.
6º - Plano Emocional ou Astral, também dividido em sete sub-planos.
7º - Plano Físico, também dividido em duas áreas distintas: uma, com quatro sub-planos de matéria sutil, chamada físico etérico; outra, com três sub-planos, chamada físico denso, que são os estados gasoso, líquido e sólido.
Disso tudo, tiramos a seguinte conclusão: dos 49 sub-planos ou 49 estados de matéria, só podemos captar 3, com nossos sentidos físicos. Os outros fazem parte do mundo subjetivo.
Julio Sayão
Publicado no Recanto das Letras em 30/01/2006
Código do texto: T105895
A Kabbalah (cabala) significa receber em hebraico
È um corpo de sabedoria mística que por muito tempo foi mantida como um segredo para o mundo. Durante milênios foi proibida para as mulheres e considerada um conhecimento secreto do judaísmo.
Segundo a mitologia hebraica, a cabala foi dada por D'us a Moisés, ou pelo anjo Raziel (ou o anjo Gabriel em outras versões) a Adão, como uma ferramenta para o homem se virar aqui na Terra, sendo depois transmitida oralmente de geração em geração.
A cabala é aquilo que não pode ser conhecido apenas através da ciência ou da busca intelectual.
Um conhecimento interior que tem sido passado de sábio para aluno desde o despertar dos tempos. Uma disciplina que desperta a consciência sobre a essência das coisas, é um sistema metafísico através do qual o iniciado (ou buscador) conhecerá D'us e o universo.
D'us, dentro do Judaísmo, preenche e contém o universo.
É conhecido como “EN SOF”, que pode ser traduzido como “INFINITO”.
Ela consiste em um conjunto de ensinamentos orais, textos e práticas que foram transmitidas por mestres iluminados. Ele contém uma reinterpretação revolucionária do texto bíblico através de uma simbologia complexa e de uma linguagem ambígua e até erótica que pode desestabilizar a razão e a fé dos menos preparados. A cabala é uma maneira de experienciar a religião judaica e suas crenças. É colocar em prática a sabedoria sagrada com a finalidade de sentir o divino mais próximo. É um contato direto com a presença de D'us, a sua essência. Costuma-se dizer que o homem necessita abrir sete cortinas para entrar em contato com a realidade, com a essência de tudo, até a união mística, isso se consegue através do estudo diário das técnicas de meditação que levam a um contato direto com Deus. É como uma gota retornando ao oceano, de volta à realidade divina. Não é um processo fácil. Dentro do misticismo judaico existe um lado de Deus, o “Ein Sof”, que é totalmente inacessível e incompreensível racionalmente.
Por outro lado, para tornar-se ativo e criativo, D'us criou as dez sefirot ou inteligências. As sefirot dentro de nós. As sefirot formam a Árvore da Vida, que não é apenas uma metáfora vertical em relação a Deus. Em sua representação horizontal ela representa os aspectos de Deus existentes dentro de nós. Na verdade um mapa para entendermos a manifestação de D'us. O D'us que saiu de si, se desdobrou para criar o universo. Cada sefirot é um aspecto da natureza de D'us. Elas nos ajudam a entender o mapa de como D'us atua no universo. Elas são, na verdade, um mapa de D'us manifesto no homem e na natureza. O micro imita o macro. Através da compreensão das sefirot, podemos entender as características humanas nos relacionamentos interpessoais e como esses aspectos influenciam nossas interações com o outro. Como D'us se manifesta também na natureza, devemos ficar atentos para preservarmos o meio ambiente, pois cada aspecto da natureza pode ser um portal para um contato com Deus: uma flor, uma célula, um átomo, uma estrela, a lua.
A Cabala nos mostra que é sobreviveu ao tempo e á razão e também não é religião,e qualquer pessoa pode estudar se beneficiando da Kabbalah.
O Segredo por detrás da Matéria
Este fato é tão definitivo que alarma alguns cientistas materialistas que pensam ser a matéria o absoluto. O escritor científico (?) diz no seu livro O Universo e Einstein (?) que "Em concordância com a afirmação dos filósofos de redução de toda a realidade objetiva a um mundo paralelo de percepções, os cientistas começaram a se conscientizar da alarmante limitação dos sentidos humanos."
Todos estes fatos nos conduzem-nos a uma importante e significativa pergunta. Se as coisas que aceitamos ser o mundo material são na realidade formadas por percepções, transmitidas ao nosso espírito então qual a fonte destas percepções? Respondendo esta pergunta, devemos considerar o fato de que a matéria não tem apenas uma existência autônoma porem é uma percepção. Assim, esta percepção deve ter sido causada por algum outro poder. O que significa que tem que ter sido criada. Mais ainda, esta criação tem que ser continua. Se não fosse uma criação continua e consistente então o que nós denominamos "matéria" desapareceria e seria perdida. Isto pode ser parecido a uma televisão onde uma imagem é mostrada enquanto o sinal da antena é continuo. Se a transmissão interrompe a imagem na tela também desaparece.
O SER REAL E ABSOLUTO
Então, quem faz nosso espírito ver o planeta terra, corpos, plantas, nossos corpos, e tudo o mais que vemos? É muito evidente que existe um criador superior, que criou todo o universo material. Esta é a soma de todas as percepções e continua sua criação sem interrupção. Desde que este criador mostra uma tal magnífica criação ele seguramente tem o poder e direitos eternos. Todas as percepções que ele cria são criadas por sua vontade e ele domina a tudo que criou em qualquer instante. Este criador é Deus, o Senhor dos céus e da terra. O único ser absoluto é Deus. Tudo afora Ele, são sombras de seres que Ele criou. Esta realidade é explicada da seguinte maneira pelo grande estudioso islâmico Iman Rabani: "Deus... A substancia dos seres que Ele criou é o inexistente.. Ele criou tudo no âmbito dos sentidos e ilusões... A existência do universo é no âmbito dos sentidos e ilusões, e não é material... Na realidade nada existe fora com exceção de Glorioso Ser que é Deus."
Nos quatro cantos deste universo, formado por percepções, esta Deus o único ser real. Assim o ser mais próximo ao homem é Deus. Isto é explicado no Korão com o verso "Nós criamos o homem e nós estamos mais próximo a ele do que sua veia jugular". Aonde quer que estivermos Deus estará conosco. Enquanto você vê este filme o ser mais próximo a você é Deus que cria tudo o que você vê em todos os instantes. Enquanto Deus nos fizer ver imagens e nos provê com sensações relacionadas a este mundo, continuaremos a viver neste mundo. Quando Ele cessa com as imagens e sensações pertencentes a este mundo, mostra-nos o anjo da morte e nos dá percepções de uma dimensão diferente, significa que morremos.
O dia da ressurreição, julgamento, céu, inferno e a vida eterna será criado para nós da mesma maneira. Criar todas estas coisas é simples para Deus, que nos mostra a evidencia de seu eterno poder e infinita sabedoria. Sim, neste
O raciocínio é sofístico. O 'ergo sum' cartesiano foi devidamente criticado por Nietzsche e, de forma mais interessante, por Hume. Acrescento que qualquer idéia de 'espírito imaterial' só pode derivar da idéia de 'matéria', que por sua vez deriva dos fenômenos perceptíveis.
Não saímos da estaca zero.
O MUNDO EM SONHOS
Para você realidade é tudo aquilo que pode ser tocado com as mãos e visto com os olhos. E nos sonhos também podemos tocar com as mãos e ver com os olhos. Ms na realidade você não tem mãos e tampouco olhos e tampouco existe algo que possa ser tocado ou visto. Tomando o que você percebe no sonho pela realidade material você esta preparado para ser enganado.
Por exemplo, uma pessoa profundamente adormecida em sua cama pode ver a si mesmo em um mundo totalmente diferente em seu sonho. Ele pode sonhar que é um piloto que comanda um grande jato. E mesmo pode despender muito esforço para comandar o avião. De fato esta pessoa não se afastou um único passo de sua cama. Em seus sonhos ele pode viver em diferentes cenários e se encontrar com amigos, conversar com eles, comer e beber em conjunto. Somente quando a pessoa desperta de seu sonho que ele se da conta que tudo foram apenas percepções. Se somos capazes de viver facilmente em um mundo irreal durante nossos sonhos o mesmo pode ser também verdadeiro para o mundo no qual vivemos. Quando despertamos de um sonho, não ha razão lógica para não pensar que entramos em um sonho mais longo que denominamos de "vida real". A razão pela qual consideramos nossos sonhos como fantasia e o mundo como real nada mais é do que o produto de nossos hábitos e preconceitos. Isto sugere que podemos ser despertados de uma vida na terra que acreditamos estar vivendo neste momento. Da mesma maneira que somos despertados de um sonho.
QUEM PERCEBE?
Após todos estes fatos físicos, levanta-se a pergunta primordial. Se todos os eventos físicos que conhecemos são essencialmente percepções o que é nosso cérebro? Desde que nosso cérebro é matéria como nosso braço, perna ou qualquer outro objeto ele também deve ser uma percepção como todos outros objetos. Um exemplo vai clarear mais este assunto. Vamos imaginar que estendemos os nervos que atingem nosso cérebro e o colocamos fora de nossa cabeça onde podemos vê com nossos olhos. Neste caso seriamos capazes de ver nosso cérebro e toca-lo com os dedos. Neste caso podemos perceber que o cérebro nada mais é do que uma percepção formada pela sensação da visão e do tato.
Então qual é a vontade que vê, ouve, sente e percebe todos os outros sentidos, se não é o cérebro? Quem vê, ouve, toca e percebe o sabor e o aroma? Quem é este ser que pensa, raciocina, tem sensações e mais, diz EU e MIM. Um dos importantes pensadores de nossa época, Karl Pribram (Holographic Paradigm, p37) também coloca a mesma pergunta: Desde os gregos, os filósofos pensam sobre os "espíritos na maquina", o pequeno homem dentro do pequeno homem. Onde está o "EU", a pessoa que usa o cérebro? Quem é que se da conta da ação do conhecimento? São Francisco de Assis dizia: "Procuramos aquele que vê."
Na realidade o ser metafísico que usa o cérebro, que vê e sente, é o espírito. O que denominamos de mundo material é o agregado de percepções vistas e sentidas pelo espírito. Assim como os corpos que possuímos e o mundo material que vemos em nossos sonhos não possuem uma realidade física, o universo que ocupamos e os corpos que possuímos tampouco tem realidade material. O ser real e absoluto é o espírito. A matéria consiste meramente de percepções vistas pelo espírito. Sim, mesmo se iniciamos com ferrenha oposição, afirmando que matéria é real, as leis da física, química e biologia, nos levam todas ao fato de que a matéria consiste em uma ilusão e à inevitável atualidade de uma "matéria metafísica".
Por exemplo, uma pessoa profundamente adormecida em sua cama pode ver a si mesmo em um mundo totalmente diferente em seu sonho. Ele pode sonhar que é um piloto que comanda um grande jato. E mesmo pode despender muito esforço para comandar o avião. De fato esta pessoa não se afastou um único passo de sua cama. Em seus sonhos ele pode viver em diferentes cenários e se encontrar com amigos, conversar com eles, comer e beber em conjunto. Somente quando a pessoa desperta de seu sonho que ele se da conta que tudo foram apenas percepções. Se somos capazes de viver facilmente em um mundo irreal durante nossos sonhos o mesmo pode ser também verdadeiro para o mundo no qual vivemos. Quando despertamos de um sonho, não ha razão lógica para não pensar que entramos em um sonho mais longo que denominamos de "vida real". A razão pela qual consideramos nossos sonhos como fantasia e o mundo como real nada mais é do que o produto de nossos hábitos e preconceitos. Isto sugere que podemos ser despertados de uma vida na terra que acreditamos estar vivendo neste momento. Da mesma maneira que somos despertados de um sonho.
QUEM PERCEBE?
Após todos estes fatos físicos, levanta-se a pergunta primordial. Se todos os eventos físicos que conhecemos são essencialmente percepções o que é nosso cérebro? Desde que nosso cérebro é matéria como nosso braço, perna ou qualquer outro objeto ele também deve ser uma percepção como todos outros objetos. Um exemplo vai clarear mais este assunto. Vamos imaginar que estendemos os nervos que atingem nosso cérebro e o colocamos fora de nossa cabeça onde podemos vê com nossos olhos. Neste caso seriamos capazes de ver nosso cérebro e toca-lo com os dedos. Neste caso podemos perceber que o cérebro nada mais é do que uma percepção formada pela sensação da visão e do tato.
Então qual é a vontade que vê, ouve, sente e percebe todos os outros sentidos, se não é o cérebro? Quem vê, ouve, toca e percebe o sabor e o aroma? Quem é este ser que pensa, raciocina, tem sensações e mais, diz EU e MIM. Um dos importantes pensadores de nossa época, Karl Pribram (Holographic Paradigm, p37) também coloca a mesma pergunta: Desde os gregos, os filósofos pensam sobre os "espíritos na maquina", o pequeno homem dentro do pequeno homem. Onde está o "EU", a pessoa que usa o cérebro? Quem é que se da conta da ação do conhecimento? São Francisco de Assis dizia: "Procuramos aquele que vê."
Na realidade o ser metafísico que usa o cérebro, que vê e sente, é o espírito. O que denominamos de mundo material é o agregado de percepções vistas e sentidas pelo espírito. Assim como os corpos que possuímos e o mundo material que vemos em nossos sonhos não possuem uma realidade física, o universo que ocupamos e os corpos que possuímos tampouco tem realidade material. O ser real e absoluto é o espírito. A matéria consiste meramente de percepções vistas pelo espírito. Sim, mesmo se iniciamos com ferrenha oposição, afirmando que matéria é real, as leis da física, química e biologia, nos levam todas ao fato de que a matéria consiste em uma ilusão e à inevitável atualidade de uma "matéria metafísica".
A Realidade além da Percepção
Os nossos sonhos são nossos projetos inversos, desejos em medos, medos em formas distintas, matéria em formas disformes.
Ouvir, falar,vestir, comportar-se, sentir,fazer ou não, saber e o que se sabe,executar o que executou-se sabendo? Podemos executar o que nem sabemos, e pior executar e nem sequer imaginar que executamos,fizemos e jamais soubemos ,saberemos,saberíamos talvez de acordo com o "império" que estabelecemos aos nossos sentidos, ou o que nos foi imperativo sentir e passar aos sentidos que norteiam as normas e diretrizes de vida as quais nos permitem fazer, desfazer, crer, descrer, e viver desenhando todo dia uma página de atos nossos ou feitos por nós, e os atos alheios exercendo leis dinâmicas sobre nós que temos nosso conteúdo diferente do outro, e daquele outro e fazemos o mundo de trilhões de seres diferentes um do outro interagindo entre si para produzir fatos, ou produzem fatos por que vive-se para um fim nem que seja nada a finalidade de sua vida.
Toda essa especulação metafísica-epistemológica já foi feita pelo bispo irlandês há 300 anos atrás. Até as conclusões, como a de que Deus é o autor da realidade, são as mesmas.
Não há nada científico no imaterialismo. Aliás, ele é impossível de ser experimentado. Como pode ser possível investigar cientificamente algo que não é passível de experimentação? É óbvio que o método científico é limitado pelas nossas sensações, os filósofos já descobriram isso há muito tempo, já estava na hora do povão saber.
Apenas não saiam por aí dizendo que o imaterialismo foi comprovado pela ciência. Também não foi refutado.
A realidade além da percepção simplesmente não é objeto de investigação científica!
Ouvir, falar,vestir, comportar-se, sentir,fazer ou não, saber e o que se sabe,executar o que executou-se sabendo? Podemos executar o que nem sabemos, e pior executar e nem sequer imaginar que executamos,fizemos e jamais soubemos ,saberemos,saberíamos talvez de acordo com o "império" que estabelecemos aos nossos sentidos, ou o que nos foi imperativo sentir e passar aos sentidos que norteiam as normas e diretrizes de vida as quais nos permitem fazer, desfazer, crer, descrer, e viver desenhando todo dia uma página de atos nossos ou feitos por nós, e os atos alheios exercendo leis dinâmicas sobre nós que temos nosso conteúdo diferente do outro, e daquele outro e fazemos o mundo de trilhões de seres diferentes um do outro interagindo entre si para produzir fatos, ou produzem fatos por que vive-se para um fim nem que seja nada a finalidade de sua vida.
Toda essa especulação metafísica-epistemológica já foi feita pelo bispo irlandês há 300 anos atrás. Até as conclusões, como a de que Deus é o autor da realidade, são as mesmas.
Não há nada científico no imaterialismo. Aliás, ele é impossível de ser experimentado. Como pode ser possível investigar cientificamente algo que não é passível de experimentação? É óbvio que o método científico é limitado pelas nossas sensações, os filósofos já descobriram isso há muito tempo, já estava na hora do povão saber.
Apenas não saiam por aí dizendo que o imaterialismo foi comprovado pela ciência. Também não foi refutado.
A realidade além da percepção simplesmente não é objeto de investigação científica!
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